quarta-feira, 30 de julho de 2008

Photoshop e Photografia #2 - Ajustando Cores

Utlizando câmeras compactas ou não (click aqui para saber a diferença entre SLR's e câmeras compactas), é muito comum obtermos fotografias ou muito escuras, ou muito claras e, principalmente, com tons irregulares. Felizmente, além dos controles de balanço de branco das próprias câmeras e dos ajustes pós-disparo imbutidos nos modelos mais modernos, podemos fazer ajustes mais finos utilizando o Photoshop.

Estas dicas serão executadas na versão CS3 Extended do Photoshop. Mas você pode utilizá-las sem problemas nas versões anteriores.


MODOS DE CORES
Os modelos de cores são usados para descrevê-las numericamente. O Photoshop trabalha, basicamente, com 8 modos de cores: Bitmap, Duotone, Grayscale, Indexed Color, RGB Color, CMYK Color, Lab Color e Multichannel, sendo Indexed Color e Duotone cores especializadas e o restante cores utilizadas na editoração.


Bitmap (mapa de bits)
Para representar os pixels de uma imagem, dos dois valores de cor (preto e branco), este modo utiliza um. É um modo geralmente utilizado para efeitos especiais. Para utilizar esse modo, você precisa primeiro converter a imagem em tons de cinza (grayscale) e depiois escolher a resolução e o método. Combinando bem os dois, pode-se conseguir efeitos interessantes.

Duotone (Duotônico)
Este modo cria imagens em tons de cinza, duotônicas (duas cores), tritônicas (três cores) e quadritônicas (quatro cores) utilizando entre duas e quatro cores escolhidas pelo usuário. Cria efeitos muito bons e com mais riqueza de detalhes e ajustes do que os de matiz e saturação (he/saturaion), por exemplo. Como o póprio nome já diz, para trabalhar com esse modo é necessário reduzí-lo a duas cores (converter ao modo tons de cinza/grayscale) para poder ativá-lo.

Grayscale (Tons de Cinza)
Este modo utiliza até 256 tons de cinza. Cada pixel da imagem convertida em tons de cinza possui um valor de brilho que varia de 0 (preto) e 255 (branco).

Indexed Color (Cores Indexadas)
Este modo produz arquivos de 8 bits e até 256 cores. Utiliza uma tabela de cores que armazena e indexa as cores na imagem. Caso uma das cores originais não tenha correspondente nesta tabela, o programa procura uma cor mais próxima ou pontilha a área para representá-la. O resultado, dependendo dos ajustes, pode ser semelhante a converter uma fotografia em GIF.

RGB Color (Cores RGB - vermelho, verde e azul)
O sistema RGB é baseado nas cores vermelho, verde e azul. Em imagens de 24 bits, é possível produzir 16,7 milhões de cores. É o sistema utilizado nos monitores e baseado também em valores de 0 a 255 para cada um dos componentes.

CMYK Color (Cores CMYK - ciano, magenta, amarelo e preto)
Neste modo, as cores são formadas pela porcentagem de uma cor adicionada a outra. Uma mistura. Neste sistema, o branco é gerado quando todos os componentes possuem o valor de 0%. Já no RGB, o branco é o valor máximo possível (255), pois trabalha com o valor de intensidade de cada pixel. O modo CMYK é muito utilizado para impressão.

Lab Color (Cores LAB)
O modo de cores LAB, no Photoshop, apresenta três componentes: L (luminosidade), A (eixo verde-vermelho) e B (eixo azul-amarelo). O modo Lab é geralmente utilizado para editar a luminescência e os valores de cor em uma imagem de forma independente e para imprimir em impressoras PostScript Level 2 e 3.

Multichannel (Multicanal)
O modo multicanal utiliza 256 níveis de cinza por canal e a imagem neste modo pode ser salva em diversos formatos do Photoshop, inclusive o Photoshop Raw.



MELHORANDO AS CORES DE UMA FOTOGRAFIA
Agora que você já conhece as particularidades de cada modo de cor, iremos trabalhar com camadas de ajustes e com os modos RGB e Lab. Observe a imagem abaixo:

Tanna Shaknovsk (Tassia Pellegrini)


A imagem foi obtida com uma câmera compacta, sem flash e com exposição normal. Porém, há uma saturação do "laranja" um tanto grande. Primeiro, por que a luz fonte (sol) estava direcionada à janela principal do ambiente, que era protegida por uma cortina laranja, deixando a foto com este aspecto, que não é ruim, mas pode ser balanceado. Em fotografia, para obter sombras mais suaves, poderia se utilizar, ao invés da cortina, um pano branco. Como isso não foi possível no momento, utilizaremos o Photoshop para obter um resultado diferente.

Primeiramente, abra sua imagem no programa e destrave-a [1], dando dois cliques sobre a camada Background (ou Plano de Fundo). Vamos proteger essa imagem, porque poderemos precisar dela mais tarde.

Assim, duplique-a, apertando CTRL+J (CMD+J, no Mac) e depois a bloqueie [2], clicando no cadeado da paleta Camadas (Layers).


Assim, trabalharemos com a imagem que está livre, sem o cadeado.

Com a camada livre selecionada, iremos escolher as Camadas de Ajuste (Adjustment Layers) que podem ser acessadas na parte inferior [4] da paleta. Trabalharemos com as Curvas (Curves).


APLICANDO OS AJUSTES
O que fazem as curvas? E o que é uma camada de ajuste? Bom, a camada de ajuste afeta todas as camadas que estão abaixo dela.

As curvas poderiam ser acessadas pelo menu Image > Adjustments > Curves, porém para desativá-las teríamos de utilizar o comando de desfazer (CTRL+Z), o que se torna ruim quando outros ajustes também são feitos. Além do mais, as camadas de ajuste preservam a imagem original.

As curvas servem para ajustes específicos de variação tonal sem deixa-la asolutamente clara ou absolutamente escura. Você pode clarear sombras para melhorar os detalhes. Também podem ser usadas para efeitos especiais, mas não é o nosso caso. Elas proporcionam um ajuste mais fino dos tons das imagens e podem auxiliar bastante no balanceamento de cores.

No modo RGB (padrão) e com a caixa de diálogo das Curvas abertas, façamos os seguintes ajustes:

Primeiramente, crie um ponto clicando em cima da diagonal principal [6].

Canal [5] (Channel) RGB = nenhum
Canal Red (vermelho) = Output 96 [7]/ Input 145 [8]
Canal Blue (Azul) = Output 145 / Input 115
Canal Green (Verde) = Ponto 01: Output 119 e Input 115 / Ponto 02: Output 169 e Input 154


Como explicado, as cores no modo RGB variam de acordo com os valores representados em cada canal. Estes valores você pode modificar apenas clicando nos pontos criados na diagonal e arrastando, criando curvas. No nosso caso, utilizamos esses números apenas para exemplificar. Cada fotografia terá seus próprios ajustes, sendo que raramente esses números sirvam para outras. Portanto, experimente bastante. Veja como a imagem ficou:



MODO LAB E AS CURVAS
Não falei dos modos de cores à toa. Além de lhe proporcionar outros meios de ajuste, temos um modo "especial" muito usado para trabalhar com as curvas, o modo Lab. São inúmeros os movimentos permitidos por esse modo de cores, o qual se destaca o controle de luminosidade e uma boa correção da saturação. Neste modo, os ajustes são feitos de forma suave e garantem maior precisão.

Para converter sua imagem para o modo Lab, vá ao menu Image (Imagem), na opção Mode (Modo) e escolha Lab Color.

Provavelmente, ao fazer isso, você lerá uma mensagem afirmando que, para convertê-la ao modo Lab, teríamos de descartar a Camada de Ajuste. Para descartar, basta clicar no botão OK. Se optar por mesclar as camadas (merge), a imagem incorporará as informações da camada de ajuste. No nosso caso, iremos descartá-la para trabalhar no modo Lab do zero. Se você clicar em Cancelar (Cancel), a imagem não será convertida.

Agora, trabalharemos com as curvas no modo Lab. Observe:


Os canais mudaram para L (luminosidade/luminosity), A e B. O A representa o eixo verde-vermelho e o B o eixo azul-amarelo.

Dessa forma, poderemos fazer ajustes mais precisos. Para esta foto, estes foram os ajustes:

Canal [9] L = Ponto 01: Output 42 e Input 51 / Ponto 02: Output 64 e Input 63
Canal A = Ponto 01: Output -19 e Input -12 / Ponto 02: utput 50 e Input 50
Canal B = Ponto 01: Output -36 e Input -53 / Ponto 02: Output 1 e Input 2

Feito isso,a imagem foi convertida novamente para RGB, mas dessa vez os dados foram mesclados (merge), mantendo as alterações feitas no modo Lab. Com isso, já no RGB, recorremos às curvas novamente, agora com essas informações:

Canal RGB = Ponto 01: Output 120 e Input 97 / Ponto 02: Output 194 e Input 154
Canal Red (vermelho) = Output 105 / Input 128
Canal Blue (Azul) = Output 122 / Input 102
Canal Green (Verde) = Output 114 / Input 122

Dessa forma, o resultado final [10]:

Lembrem-se que os ajustes variam de acordo com cada foto. Experimentem os outros modos de cores e outros modos de ajuste. Os resultados dependerão da sua curiosidade e dos seus testes.

Por que tão sério?

SORRIA: VOCÊ ESTÁ NA SONY! NOVOS MODELOS DETECTAM SORRISOS E OS REGISTRAM AUTOMATICAMENTE.


É clássico na fotografia tirar fotos sorrindo. Em muitos casos,como em fotos de grupos, chega a ser chato ter de esperar até que todos sorriam, afinal, a maioria das pessoas só gosta de fotos em que há sorrisos e, quando um ou outro sai de "boca fechada", é comum que se repita o processo várias vezes.

Captar um sorriso espontâneo também é complicado. Geralmente não se está apontando a câmera para as pessoas nesse momento, ou quando se está, é difícil capturar o momento certo, principalmente quando você não é um fotógrafo profissional. E convenhamos: sorrisos espontâneos enriquecem as fotografias.

Pensando nisso, a Sony apresenta seus mais novos modelos: T200 e T70. Essas câmeras têm, entre outras especificações, o Smile Shutter. Como o nome sugere, se o recurso estiver ativado, só há fotografia quando houver sorriso.

Cyber Shot T70

Com um algorítimo proprietáro, o inteligente disparador automático consegue detectar sorrisos e ativar o modo de disparo. Ideal para momentos alegres, essas Cyber-Shot asseguram que um momento feliz nunca será perdido.

Essas câmeras vieram para lançar o recurso Smile Shutter da Sony e substituir a DSC-T100 e DSC-T20. A DSC-T200 tem 8.0 megapixels e 5x de zoom optico, com um visor touch screen de 3,5". As especificações são as mesmas para a T70, modificando apenas o zoom, que é de 3x, e o visor, que é de 3,0".

As câmeras T200 e T70 são equipadas com lentes Carl Zeiss/Vario Tessar.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Saímos na revista Webdesign!

Photografia Club, de Tássia Pellegrini, sai na Revista Webdesign Pois é, pois é, pois é! O photografiaclub foi indicado por um leitor da revista Webdesign (Edição 54, Junho 2008) na seção de e-mails. Ficamos muito felizes com a colaboração do Marcelo Santos, que descobriu nosso blog através do Shaknovsk Pub, que ele descobriu no orkut. A revista Webdesign é de grande importância para o photografiaclub, pois, apesar de ser um blog sobre fotografia, ele necessita estar antenado com as necessidades e novidades do mercado, para que possa oferecer aos seus leitores maior conforto, acessibilidade e informação. Poder se tornar uma dica numa revista de tamanha importância, sem dúvidas, é de grande valor para continuar o trabalho no blog que, impulsionado por tal notícia, trará muitas novidades em breve!






Segundo o pessoal da revista, assuntos relativos à fotografia digital para web e outros meios será colocado como tema para as próximas edições, já que é um assunto que se renova e foi abordado em agosto de 2005 também. Então, ficamos na torcida para que o nosso blog se torne útil novamente e possa se tornar referência na fotografia digital! Valeu pessoal!


Também gostaríamos de anunciar o 13° Encontro de Webdesign que neste ano já ocorreu nas cidades de Belo Horizonte e Rio de Janeiro e agora está a caminho de Salvador, Recife, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo. Para os soteropolitanos, o evento ocorre neste Sábado, 28/06, no Hotel Fiesta. Para mais informações, acesse: www.encontrodewebdesign.com.br


Para saber mais sobre a revista Webdesign desse mês, acesse www.revistawebdesign.com.br ou o Shaknovsk Pub (www.shaknovsk.blogspot.com)



(ps: desde já quero agradecer ao Cristiano, que me avisou que o blog tinha saído na revista, pois nas bancas daqui ainda havia a edição de maio. Valeu Cris!)

domingo, 15 de junho de 2008

6° Concurso Fotográfico Cultural Leica-Fotografe

A maior e melhor revista fotográfica da América Latina, Fotografe, da Editora Europa (Brasil) lança, junto com a Leica, o 6° Concurso Fotográfico Cultural Leica-Fotografe, que revela talentos e levará os melhores para o Paraty em Foco 2008.

O concurso é destinado a fotógrafos profissionais e amadores, sendo dividido em três categorias: Ensaio, Cor e P&B. O tema é Cena Brasileira. Com esse tema, obviamente, só serão válidas imagens feitas em território nacional, já que o objetivo é valorizar o povo brasilieiro e o país em si. Isso inclui belezas naturais, cultura, arte, esportes, etc.

Cada categoria tem suas regras e prêmios. As categorias Cor e P&B têm o limite de 3 fotos por participante, que deve escolher se querem participar da cateogoria Cor ou se preferem enviar as três fotos em preto e branco. Só serão consideradas fotos enviadas em papel fotográfico, inclusive as digitais, em tamanho mínimo de 20 x 25 cm e máximo de 20 x 30 cm, no caso da categoria cor e mínimo de 18 x 24 cm e máximo de 24 x 30 cm na categoria P&B. Tamanhos intermediários, que não sejam nem maiores nem menores do que os previstos, também serão aceitos.

A categoria Ensaio traz duas grandes novidades. O número de fotos passa de seis para dez, nem mais nem menos do que isso; e a premiação ganha um importante incremento: o vencedor da categoria Ensaio ganhará uma câmera digital Leica M8 com uma lente Leica 50 mm Summarit f/2.5 (kit que, no Brasil, chega a custar quase R$14.000), além de participar do 4° Festival Internacional de Fotografia Paraty em Foco 2008, com despesas de transporte, acomodação e alimentação pagas e assinatura de 1 ano da revista Fotografe. As categorias Cor e P&B, ao contrário das outras edições, não serão premiadas com equipamentos, mas sim com publicação na revista, assinatura e participação do Paraty em Foco.

Os trabalhos já podem ser enviados para a Editora Europa até 15 de agosto.


Câmera Leica M8

Leica é uma empresa alemã de câmeras. Suas máquinas ficaram famosas por serem as poucas que têm permissão para serem operadas dentro de alguns tribunais devido sua extrema suavidade ao fotografar (muito silenciosa). Não há espelhos (muito barulhentos e presentes nas reflex comuns) e o obturador é de pano. As lentes Leica também fazem parte da linha de câmeras digitais da Panasonic Lumix. A Leica M8, da foto acima, tem 10.3 megapixels.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Faça seu próprio poster!

Tirou uma foto bacana e gostaria de transformar em poster, mas as gráficas lhe cobram uma fortuna por algo maior que A3? Caso tenha uma boa quantidade de tinta na sua impressora, considere este problema resolvido. O site BlockPosters permite que você realize essa vontade em diversos tamanhos (basta ter tinta e papéis disponíveis).

O processo é muito simples: escolha uma foto (lembrando que, quanto maior a foto, melhor a impressâo do poster. Quanto menor, maior o efeito de "pixelização", ou seja, a foto fica com quadradinhos perceptíveis apenas de perto. O site até sugere isso, acham o efeito legal. Fica a seu gosto!). Para mandar a foto, é necessário que ela esteja no modo RGB (a maioria delas já estão nesse modo, caso não tenha modificado no Photoshop); depois, escolha o tamanho do seu poster (que poderá ter até 10 folhas por 7 linhas, no modo retrato, e 10 folhas por 13 linhas no modo paisagem) e o tipo de papel; e, finalmente, faça o download do PDF e imprima. Depois, é montar do jeito que você quiser! Confira aqui a galeria do site e abaixo alguns exemplos legais:











CLIQUE PARA AMPLIAR

sábado, 3 de maio de 2008

Dúvidas mais freqüentes: como usar os recursos da sua compacta

De repente você resolve comprar uma máquina digital (ou trocar a sua). Pelo costume, deve recorrer logo à internet, pesquisando preços e especificações das câmeras de acordo com o que pretende gastar. Aí surgem aquelas siglas esquisitas, que, para você, quanto mais delas houver, mais poderosa deve ser a máquina. O pior acontece depois que você a compra e as fotos não saem exatamente como você queria. Talvez por que esteja na hora de entender como essas siglas funcionam.


1. REGULANDO O ISO
O International Standards Organization (ISO), ou Organização Internacional de Padrões, nada mais é que a medida da velocidade do filme. O número ISO está relacionado à quantidade de luz a ser capturada, para situações com muita luz utiliza-se o ISO 100, para se fotografar em dias nublados, o recomendado é o 400.

Quanto menor o valor do ISO, maior é a quantidade de luz que ele necessita. Quanto maior o número do ISO, maiores são os grãos de prata, no caso dos filmes. Por essa relação, quanto maior o valor do ISO, menor a quantidade de luz necessária, por conseqüência é menor também a qualidade da imagem. Essa relação se mantém nas câmeras digitais.

A maioria das máquinas digitais compactas opera com a seleção automática do ISO, mas isso pode ser alterado. Ao se indicar um local com maior ou menor luminosidade, a câmera ajusta automaticamente o ISO. Muitas vezes isso pode prejudicar a qualidade da foto. Se num dia de sol, o objeto “apontado” estiver à sombra de uma árvore, por exemplo, o ISO seria regulado para uma condição de pouca luz, estourando a luminosidade no restante da foto. O resultado seria uma daquelas fotos esbranquiçadas.

O ideal é regular o ISO manualmente durante o dia, deixando a seleção automática para a noite ou lugares fechados, com pouca luminosidade.


2 - BALANÇO DE BRANCO
Este é um outro recurso que pode ser decisivo na qualidade da foto. O balanço de branco das máquinas compactas também é automático. Na maioria das câmeras o usuário pode optar entre várias “condições de luz”. Alterando essas configurações podem ser obtidas cores mais quentes, sombras mais definidas. O seletor do balanço de branco, que influi diretamente na entrada de luz, é regulado apontando o centro do quadro para um ponto na imagem, quando ativado o modo automático.

Em uma foto onde três pessoas estão abraçadas, se uma delas estiver com uma roupa branca e o centro estiver apontado para ela, toda a foto será regulada pelo balanço de branco daquele ponto, o que resultaria muitas vezes em uma menor entrada de luz, escurecendo o restante da foto.



3 - FOTOS NOTURNAS E FLASH
Quem já não passou pela experiência de tirar fotos com rostos muito brancos, testas brilhantes e olhos vermelhos? Esses são erros freqüentes que podem ser amenizados. A maioria das máquinas compactas conta com uma regulagem da potência do flash, normalmente em três níveis. Ajustar essa potência, diminuindo-a para o menor valor em retratos de pessoas ou objetos mais próximos pode ajudar.

Se por acaso a foto for tirada durante a noite com o flash desligado - isso é possível desativando o modo automático - a máquina levará mais tempo para processar a imagem. Em fotos de objetos estáticos, como letreiros, prédios e algumas paisagens, essa função pode render ótimas fotos. Mas é preciso ficar atento. Nossa mão treme muito, nessas situações, caso a pessoa não consiga reduzir com as mãos o efeito trêmulo, apoiar a máquina em alguma superfície e ativar o disparador automático é uma boa tática.

Outro modo de funcionamento semelhante é o que associa retrato e paisagens noturnas. Nestes uma pessoa ou cena num primeiro plano, e uma paisagem em segundo plano serão fotografadas à noite. Neste modo o flash é disparado, registrando a pessoa no momento em que a luz chega a ela, mas a máquina continua processando a imagem após o flash, registrando a paisagem ao fundo. Nestes casos, tremer um pouco pode ocasionar efeitos muito interessantes, constantemente utilizados por fotógrafos em casas noturnas e shows.


4 - FORMATO DE SAÍDA
A maioria das máquinas compactas permite que você escolha o formato de saída, isto é, o tipo de arquivo digital que será gerado. Normalmente as opções são JPEG, TIFF ou em máquinas mais avançadas o RAW. O JPEG é o formato mais comprimido, ou seja, muita informação se perde para gerar um arquivo que ocupe menos espaço. Isso reduz bastante a qualidade final da imagem.

Contudo é preciso avaliar a finalidade das fotos, pois se elas forem exibidas somente no computador, em sites ou no Flickr, o formato JPEG vai realizar bem o serviço. Mas se as fotos forem impressas, é indicado o uso de formatos com menos compressão, como o TIFF e o RAW. Esses formatos geram arquivos mais pesados, mas com mais informação de cor, resultando em melhores ampliações.

O formato RAW geralmente está disponível em câmeras profissionais. Ele grava o arquivo da maneira como é capturado pelo sensor, quase sem compressão. Outro formato que trabalha da mesma maneira é o DNG (Digital Negative), do editor de imagens Photoshop CS2.


5 - CUIDADOS NA AMPLIAÇÃO
É importante tomar alguns cuidados quando levar suas fotos em um laboratório. Normalmente os laboratórios realizam uma pós-edição dos arquivos, que você deve fazer utilizando algum editor como Photoshop, por exemplo, para melhorar os resultados das imagens.

O problema é que os laboratoristas podem alterar muito suas fotos, balanceando branco, cores e adicionando alguns efeitos que, em tese, melhorariam suas imagens. Isso resultaria em estragos em algumas fotos, pois a pessoa do laboratório não sabe qual foi sua intenção. Muitas vezes um contraste mais acentuado, feito propositalmente, pode ser interpretado como um erro, levando o tratador a regular a luz no editor.

O ideal é que o laboratorista seja orientado a ampliar os arquivos da maneira como eles estão, não alterando nada nas imagens. Essa é a única maneira de suas fotos serem ampliadas da maneira como você as tirou.

Alguns laboratórios, considerados mais profissionais, tomam mais cuidado com esses aspectos.

Os meios para ativar as configurações podem ser encontrados no manual das máquinas. Ler o manual todo é uma dica que se aplica não só às câmeras digitais, mais a qualquer produto.


*5 DICAS ESCRITAS PELA REDAÇÃO DO IDG Now!, COM A COLABORAÇÃO DE CAUÃ TABORDA

Lançamentos maio/2008: Sony Cyber-shot W300 e Nikon P80 (entenda a diferença entre compactas e SLR's)

SONY E NIKON LANÇAM, NOS EUA, MODELOS DIGITAIS COMPACTOS E COM RECURSOS PRÓXIMOS ÀS CÂMERAS PROFISSIONAIS. CONHEÇA OS MODELOS E ENTENDA OS TERMOS TÉCNICOS UTILIZADOS PELO PESSOAL DA FOTOGRAFIA.

Quando estamos procurando por uma câmera ou até mesmo um artigo sobre fotografia, é comum nos depararmos com alguns jargões e acabamos por não identificar exatamente o que queríamos. Dessa forma, esta review foi preparada carinhosamente para que você, iniciante, possa não apenas conhecer os novos modelos, mas também entender termos comumente utilizados.

A primeira coisa a ser esclarecida são as diferenças entre câmeras compactas e as chamadas SLR (ou simplesmente Reflex, já que a sigla significa Single Lens Reflex). Estas últimas possuem esse nome pois a imagem do visor é a mesma capturada pelas objetivas (que são tubos que dirigem a luz para o material sensível - filme fotográfico ou sensor digital - de uma câmera fotográfica) e refletida por um espelho dentro do seu corpo (quando o botão do disparador é pressionado, esse espelho vira para fora do caminho da luz, mostrando um pequeno sensor de imagem, o chip de computador que grava a foto). Isto permite capturas mais precisas por parte desse tipo de câmera, afinal, o que está sendo enquadrado é o que realmente sairá na foto.

exemplo de Sony reflex, sensor e objetiva

1 - REFLEX SONY ALPHA A300 / 2 - SENSOR DIGITAL DE 10MP / 3 - OBJETIVA


Já as câmeras digitais compactas fazem jus ao nome: são menores (a maioria cabe no bolso) e seu manuseio é mais simples. Mesmo com o crescente acréscimo de recursos avançados neste tipo de câmera, a intenção é deixar o manuseio fácil e praticamente automático. Dessa forma, o usuário não precisará se preocupar em aprender todas as funções da câmera e técnicas fotográficas para poder utilizá-la.

EXEMPLOS DE CÂMERAS COMPACTAS

Dentre os lançamentos digitais atuais, destacam-se as câmeras compactas P80, da Nikon, e a Cyber-shot W300, da Sony. Apesar de figurarem na categoria de compactas (a da Nikon, por exemplo, parece uma Reflex, fisicamente), apresentam recursos dignos de câmeras de ponta e permitem uma integração maior entre o usuário e as opções de disparo.

A P80 destaca-se pelo seu superzoom ótico dedicado (18x), sistema de estabilização e permissão de foco para objetos posicionados até 1cm de distância no modo macro (aquele indicado geralmente por uma florzinha, e que é usado para fotografar objetos pequenos). Além disso, conta com um monitor de 2,7 polegadas e a opção de exposição manual.

Já a Cyber-shot W300, da Sony, é a primeira compacta do mercado a atingir 13,6 megapixels de resolução, num corpo de apenas 26,8mm de espessura. Também conta com um visor de 2,7 polegadas e zoom ótico de 3x. Chega no mercado americano por US$350.

Nikon P80 e Sony Cyber-shot W300